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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O rio do Avial

O reflexo perturbante nas águas cristalinas. O brilho resplandecente de uma natureza viva, verde, vislumbrante. Tudo era perfeito. Apenas o correr do leito soa no ouvido atento que se deixa levar até ao mar e o perfume das pétalas que rebenta de mansinho sem destruir a melodia da água, que corre por entre minhas mãos refrescadas, naquele doce sabor de Verão.
Que maravilha! Que doce alegria brilhava nos olhos daquelas crianças que se jogavam em gritos para as águas do Avial. Seus pais, conhecidos do dia-a-dia, pareciam esquecidos dos problemas do quotidiano, enquanto repicavam as malhas ou viravam o churrasco nas brasas entre as discussões da melhor contratação para o Benfica, o Porto ou o Sporting. As mães das crianças, um olho no rio e outro no farnel, preparavam cuidadosamente os mantimentos para saciar os seus rebentos que pareciam nunca esgotar suas forças.